Pessoas que passam (eu que passo)

E é estranho, se pensar muito nisso. Porque ou nos habituamos ou deixamos de reparar e aquilo entranha-se em nós, levanta-se connosco da cama, enrodilhado nos buracos do pijama, nas olheiras, nas preguiças. É como um casaco que se veste e que ninguém nota - nem nós - mas que está lá sempre. E passa a ser habitual - o vazio e o pleno -, sem doer nem mais nem menos. Fica-se apenas sentado, a meio caminho da ida ou do regresso, mãos escondidas nos bolsos, cheias de chuva, cheios de chuva.
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publicado por outrosdias às 16:02
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