Querido, fizemos uma casa #4

A cozinha e a lavandaria são os locais onde tenho passado mais tempo, por querermos que fiquem totalmente operacionais o mais rapidamente possível.

Tenho, finalmente (repito, f-i-n-a-l-m-e-n-t-e!!!), uma arca congeladora vertical. Mais: tenho uma arca congeladora vertical que não faz gelo! Apesar de ser mais generosa em litros do que a anterior, que era horizontal, as possibilidades de arrumação são menores porque está tudo em gavetas. Para mim é uma vantagem, já que assim consigo organizar melhor os vários tipos de congelados e não sou obrigada a mergulhar a cabeça dentro de um iceberg para encontrar o que quero. Acabou-se o medo de cair lá para dentro e só ser encontrada várias horas depois, conservadinha e fresquinha como um medalhão de pescada.

A máquina da loiça foi colocada 35 cm acima do chão. Acreditem que, aqui, o tamanho importa mesmo. Já não temos de nos dobrar para meter ou tirar os pratos e passámos a trabalhar a um nível verdadeiramente ergonómico sem que fosse preciso optar por uma máquina de encastrar. Trinta e cinco centímetros foi a medida certa (que o digam os homens das mudanças que se viram e desejaram para a deixar no sítio...).

A conduta para a roupa suja tem feito sucesso, entre nós, habitantes, e entre todas as pessoas que lá foram. É só atirar por ali abaixo as roupagens e... abrir a porta do armário da lavandaria e levar de repente com uma pilha de roupa inesperada em cima. Esta parte ainda tem de ser melhorada, provavelmente arranjando um cesto tamanho XXXL, um tubo de pano ou algo semelhante. Mas o tratamento da roupa sofreu um upgrade parcial em divertimento.

Igualmente divertida, ou, pelo menos, não tão aborrecida, tem sido, para já, a aspiração da casa. Com poucas mobílias espalhadas, as loiças sanitárias montadas na parede, os roupeiros encastrados e algumas paredes forradas com estantes, em três tempos conseguimos dar uma limpeza por alto naquilo tudo arrastando "apenas" uma mangueira. Sublinho o "apenas" porque aquilo é uma verdadeira centopeia gigante que se está sempre a enrolar sobre si mesma... mas pronto... espero que seja uma questão de tempo e de jeito.

Fora da casa propriamente dita, falta falar do ser peludo-que-vive-connosco. O bicho mudou-se no dia a seguir a nós. Demos uma volta com ele para conhecer os cantos e não sei se foi pelas luzes, pelos vidros das guardas ou pela agitação natural dele, mas ao fim de 10 minutos cometeu a proeza de se atirar pelas escadas do quintal em grande voo... aterrou de queixo, guinchou, levantou-se e continuou a correr como se fosse um cabrito. Enfim. É o ser-peludo-que-vive-connosco e já devíamos estar habituados a estas cenas... Tirando isso, chia como sempre e, como sempre, só quer é estar perto de nós e fazer-nos fintas com a bola na boca; o sítio onde estamos é-lhe indiferente, temos é de estar todos juntos :)

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publicado por outrosdias às 16:06
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