Take me away

Há exactamente duas semanas que aquilo a que oficial e corriqueiramente chamamos de férias terminaram. No final desses quinze dias úteis seguidos, perguntaram-me se foram “boas” e eu dei por mim a enrolar as frases e sem saber, sinceramente, o que responder.

Não quero usar a palavra fracasso, mas é a única que me ocorre.

Tentando olhar para o lado positivo das coisas (se é que ele existe...), posso dizer que passei por experiências novas, as tais que são supostamente enriquecedoras. A verdade é que preferia não ter de o ter feito, principalmente porque foi praticamente inútil. Os dias acabaram por passar sem que deles resultasse algo que agora me fizesse sentir que tinha valido a pena. Isso desanimou-me um bocado e deixou-me com a sensação de preciso-urgentemente-de-férias-a-sério

A praia, o meu grande refúgio e carregador de baterias, presenteou-me com bandeiras amarelas e vermelhas das poucas vezes que lá consegui ir. Não dei um único mergulho no mar (vinguei-me ontem e soube-me a pouco).

Com muita, muita, muita pena minha, também não pude estar com os amigos (nem sequer com os “marinheiros”). E tenho saudades.

A casa nova, um dos nossos projectos-maiores, não ficou pronta (seria em Julho do próximo ano?). Apesar de tudo, embora não pareça, o construtas-man ainda não desistiu de nós... nós é que já estamos cansados.

Sei que daqui a uns tempos sou capaz de reler isto e pensar “estava mesmo parva”, mas é o melhor que se arranja por agora. Não me apetece propriamente escrever (ou lamentar-me, o que, neste momento, é quase a mesma coisa), mas cá estou eu, trying and smiling as always :)

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publicado por outrosdias às 17:23
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