A leishmaniose, o ser-peludo-que-vive-connosco e eu #8

Eu sei que é apenas um ser-peludo-que-vive-connosco, que o bicho já não é propriamente novo, que guincha com uns agudos únicos e dolorosos, que é muitas vezes muito chato, que dá trabalho e nos enche de cuidados, que tem pulgas (às vezes carraças), que se baba para cima de nós e nos cobre de pelos à mínima distracção da nossa parte, que rói tudo o que lhe deixarmos à mão de semear, que tem humores e manias várias, que faz buracos pelo quintal todo, que é tudo o que um cão mal-educado e cheio de personalidade pode ser. E também sei que daqui a seis meses tudo pode ter mudado, tudo pode ser diferente, para melhor ou pior.

Mas hoje... hoje estou particularmente feliz, por ele e por nós.

A titulação da leishmaniose, repetida dois anos e meio depois do diagnóstico, deu um resultado que seria considerado negativo num cão que tivesse feito o despiste pela primeira vez.

:)

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publicado por outrosdias às 17:30
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