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outros dias

[dia] período de uma rotação terrestre; no plural, existência

Webcrawlers

Maio 11, 2006

No outro lado tinha, talvez, uma meia-dúzia de leitores fiéis. "Returning visits", chama-lhes o Statcounter. Desses, um já me descobriu (fiquei tão, mas tão contente :D). Dos outros, um ou dois receberão o novo link e os restantes... que descubram ou então que mandem um mail e a gerência analisará o pedido*.E sim, já está decidido. Agora vou mesmo ficar por aqui.

* Porque, às vezes, também acordo com os pés de fora e a precisar de outros ares

Estação de serviço da A1, nove e um quarto da manhã

Maio 09, 2006

Uma fila imensa para a casa-de-banho das senhoras, causada pelo encontro simultâneo de várias excursões. Magotes e magotes de velhotas sempre muito aflitas que, sem qualquer inibição, escapam à espera utilizando as casas-de-banho para crianças e para deficientes e ainda tentam* conquistar a dos homens com vários "Há aí sanitas?".

Com magotes e magotes de velhotas em franco florescimento, a circulação por ali é praticamente impossível. Em vez de uma fila para entrar, deixando um corredor vazio para os que querem sair, há... magotes e magotes de velhotas (desorientadas e sabidas) por todo o lado.

Quando, finalmente, entro na casa-de-banho, uma das velhotas sai do magote [começo a engraçar com esta palavra] que está atrás de mim e resolve, sem bater, abrir as portas dos compartimentos individuais, enquanto pergunta "Está ocupado? Está ocupado?". É claro que quem tinha fechado o trinco escapou. Quem não o fez... arrependeu-se imediatamente.

Depois de verificar todas as portas, a dita velhota, resignada a esperar, apoia-se numa parede com uma das mãos e com a outra começa a fazer festinhas na barriga, como quem quer ou acalmar os intestinos ou acalmar o estômago.

Uma risota.
(serviu para atenuar o meu mau-feitio por ter dormido três horas).

* acho que não conseguiram

Colo

Maio 08, 2006

A minha mãe não é perfeita. A minha mãe tem bons e maus humores. A minha mãe tem um instinto de protecção dos filhos impressionante. A minha mãe sabe chantagear emoções. A minha mãe às vezes diz e faz coisas que me deixam a ferver por dentro. A minha mãe atura-me as birras. A minha mãe ri-se com os meus disparates. A minha mãe gosta de ler o que escrevo. A minha mãe é uma pessoa difícil. A minha mãe derrete-se quando lhe digo que gosto dela. A minha mãe tem uma máquina de cozer pão. A minha mãe sabe histórias. A minha mãe dá abraços e faz festas na cabeça como só ela sabe.

A minha mãe é Mãe.

As coisas parvas de que eu me lembro

Maio 05, 2006

Fui atropelada. Não hoje, nem na semana passada, mas há uns anos. Tinha ido buscar umas fotocópias e ia a atravessar a estrada, com os braços cheios de papéis, em direcção à paragem do autocarro. Um rapazito, com uma carrinha, a fazer inversão de marcha, não me viu e chocou comigo. Eu vi-o, a fazer a manobra e a chocar comigo e lembro-me de colocar a mão esquerda no capot do carro, como se assim o conseguisse impedir de avançar, e de gritar um "atenção!". O rapazito vinha devagar e parou quase imediatamente. A pancada foi leve, muito leve, mas o suficiente para eu me desequilibrar. Caí, ficando completamente deitada na estrada, as fotocópias a voar por cima de mim. Assim que todo o meu corpo – cabeça incluída – ficou em contacto com asfalto, ouvi um dramático "pronto, já está!".

Lembro-me de ver o céu azul, muito azul e uma chuva de folhas soltas, e o rapazito, muito aflito, a olhar para mim e a perguntar "Estás bem? Estás bem? Não te vi, não te vi...", ao mesmo tempo que me tentava ajudar a levantar. E eu sem me mexer.

Segundos depois de tudo ter acontecido, consegui reagir e recuperar, a medo, o controlo de cada centímetro de mim mesma.

"É melhor levar-te ao hospital... queres que telefone a alguém?", continuava ele.

"Não, não... não te preocupes". Só queria ir-me embora, estava atrasada, com fome, tinha muito que estudar e precisava mesmo das fotocópias que tinha ido buscar e que tinham ficado espalhadas na estrada. Não podia perder tempo com hospitais, radiografias, perguntas e luzinhas a ver o fundo dos olhos.

O rapazito ia insistindo, atrapalhado, enquanto me ajudava a juntar as minhas coisas e eu ia repetindo sempre que estava bem, que não tinha batido com a cabeça (e não bati) e que tinha sido só o susto (e foi).

"Tens a certeza? Olha, toma o meu número de telefone, se precisares de alguma coisa, diz, está bem?", e estendeu-me um papelito, rasgado de um caderno, com umas letras rabiscadas a vermelho.

Sacudi o pó e as pedrinhas da roupa, ajeitei-me o melhor que pude e fui para a paragem. Quando o autocarro chegou, entrei nele, aliviada por encontrar pessoas que não tinham assistido a nada daquilo e que não iriam olhar para mim com um dramático "pronto, já está!".

Em casa, pousei tudo o que trazia nas mãos em cima da secretária do meu quarto e sentei-me num canto da cama. Estava sozinha. E desfiz-me em lágrimas.

[Durante uma semana, andei com o pulso ligado e o corpo dorido. Nessa mesma altura, soube que o irmão de uma professora minha fora atropelado e tinha morrido.]

Repost

Maio 04, 2006

Hoje

é um bom dia. Ou seja, um dia como outro qualquer. Não está sol nem chuva, nem frio nem calor. Abri as janelas, de manhã, como sempre, disse bom-dia ao ser-peludo-que-vive-connosco e tomei o pequeno-almoço. Enquanto empurrava os sólidos (fatia de pão com marmelada) com os líquidos (caneca de leite), lembrei-me, por acaso, que hoje é quatro de Maio de dois mil e seis. 04.05.06. E que, algures durante o meu sono, numa fase REM ou não-REM, o tempo se escreveu assim: 01h02m03s 04.05.06.

Um bom dia, portanto. Como outros.

E pronto. Rápido, para tentar que seja indolor. Agora é sacudir as mãos e ala prá frente

Tenho

Maio 03, 2006

(aqui vou eu.... )

uns sapatos que chiam. Desde que decidi mandar colocar capas, que pareço um gato com um guizo ao pescoço (só que nos pés). E o pé esquerdo chia mais do que o direito, o que, quando tento disfarçar, faz com que o meu andar seja ligeiramente cómico (para não dizer patético).

Leio

Maio 03, 2006

novamente o que escrevi ali em baixo e vejo que, se calhar, estou demasiado preocupada. Expectativas a mais em mãos que, é preciso eu lembrar-me, às vezes até escrevem sozinhas (chegando mesmo a precisar de umas sapatadas para controlarem o chorrilho de disparates).

Não há que ter medo. Não há que ter medo.

Vamos, então?


[e quem me tira as borboletas da barriga, hmmmm?]

Mania

Maio 03, 2006

Quando entro num blog que não conheço e gosto do que encontro na primeira página, vou sempre ler os primeiros posts de todos, aqueles que serviram de tiro de partida.

Agora que me lanço noutros voos, não sei o que hei-de escrever. E interrogo-me o que pensará quem por cá passar.

os dias

Maio 02, 2006

trapalhões, inquietos, preguiçosos, intensos, ensonados, emotivos, perturbadores, tranquilos, escorreitos, brandos, imensos. dias felizes. dias normais. os meus, os teus e os nossos.

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