Mais outro que acha que as coisas têm de ter, forçosamente, uma longevidade muito curta

No fim-de-semana, fui afinar as mudanças da bicicleta. O desviador dianteiro, fruto sei lá de que amuo, deixou de passar a corrente para o carreto maior, ficando-se pelos dois outros, mais fraquinhos (isto sou eu a armar-me em boa, que só uso as mudanças pesadas nas rectas com inclinação… para baixo).

 

À minha explicação “começou a fazer isso de um momento para o outro”, o senhor da oficina respondeu:

 

- Até me espanta que, ao fim de 15 anos, as mudanças funcionem sequer.

 

Fiquei a olhar para ele, sem saber se aquilo era uma nova técnica de venda, uma possível oferta de uma bicicleta nova ou, simplesmente, gozo. Consegui abster-me de fazer qualquer comentário, uma vez que o pobre coitado não chegou a conhecer o meu primeiro ferro de engomar.

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publicado por outrosdias às 15:43
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