Segunda-feira, 28 De Outubro,2013

Obrigada

Estive com um bebé de duas semanas ao colo.

E andámos (outra vez) a dançar na auto-estrada.

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Sexta-feira, 20 De Setembro,2013

Hábitos estranhos

Tentar manter uma conversa enquanto se está a lavar os dentes.

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Quinta-feira, 17 De Janeiro,2013

Balanço(a) natalício

Não foi o Natal com que sonhámos, mas, usando a expressão do Sr. Silva, foi o Natal possível.

Não falo da crise, das prendas, dos consumismos. Falo de pessoas. De calor humano. De gestos, pequenos, imensos. De coisas que não custam nada. A verdade, bem resumida, é que estivemos com quem quis, de facto, estar connosco.

Agora que penso nisso, não foi o Natal possível: foi o Natal real. Houve gargalhadas, fotos cómicas, conversas sérias, conversas sem sentido, brincadeiras, jogos, filmes, séries, passeios, telefonemas, abraços apertados, beijos demorados, olhares com mil significados, partilhas, coisas doces, saudades apertadas.

Houve, acima de tudo, amigos por perto (fossem família ou não). Um Natal real e, por isso mesmo, um Natal bom.

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Sexta-feira, 07 De Dezembro,2012

O comentário que descreve estas últimas três semanas:

- Já viste os teus olhos?! Estão roxos e negros! Parece que estás ganzada!

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Terça-feira, 25 De Setembro,2012

Michael Phelps

Já tínhamos feito uma série em crawl e estávamos naquele momento a meio de outra em costas. Cheguei à ponta da pista, onde o marido fazia uma pausa, e assim que emergi, diz-me ele assim:

- Tu fazes uma coisa que eu não consigo fazer.

Ora tendo em consideração que eu estava a nadar um estilo que, ao contrário de mim, o marido não gosta particularmente, pensei logo que vinha ali um elogio. Tirei os óculos para ouvir melhor, coloquei um grande sorriso inchado e perguntei:

- O quê?

Responde-me o marido, com um ar muito sério:

- Nadas costas em câmara lenta.

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Terça-feira, 24 De Janeiro,2012

Ora bem, onde é que eu fiquei mesmo?

O Natal.

A ideia de só comprar prendas para as crianças foi cozinhada durante algum tempo e quando finalmente tomámos uma decisão, aproveitámos que o forno estava ligado e pusemos lá dentro as lembranças para os adultos... literalmente. Passei dois dias inteiros a fazer tabuleiros de biscoitos, que depois enfrasquei, etiquetei e embrulhei em sacos (mais um bocado e ficava com calos nas mãos de tanto puxar pela mola do dispara-biscoitos).

Como este ano havia o fator casa nova, fizemos também questão de ser os anfitriões de dois jantares de Natal… em dois dias seguidos. Cansaços à parte, a verdade é que o espaço e as condições que agora temos só fazem sentido quando partilhados com as pessoas de quem gostamos. Algumas tiveram dificuldade em perceber isso e tivemos mesmo de as ameaçar com uns quantos “Se não for cá em casa, não há Natal para ninguém!”.

No final, acabou por correr tudo bem. Numa das noites éramos treze à mesa (algo impensável na casa antiga) e podíamos facilmente sentar mais umas cinco ou seis pessoas. Haja pratos, talheres, copos e panelas grandes e daqui a nada estamos a organizar casamentos. Foi bom, todos gostaram e nós… bem, nós gostámos mesmo muito :)

A árvore de Natal, agora com um canto próprio na sala, só foi desfeita este fim-de-semana. Em toda a sua existência, nunca tinha tido os ramos completamente abertos, dado o espaço que roubava e os encontrões que sofria. O espartilhamento da dita era tal que as decorações que temos parecem subitamente pequenas e demasiado minimalistas.

O marido diz que ninguém se vai esquecer das nossas prendas e eu espero que não seja por terem ficado com uma valente dor de barriga…

Pela primeira vez em muitos, muitos anos, o Natal voltou a ter parte daquela magia que eu sentia quando era criança e acho que a diferença foi mesmo por termos conseguido dar um pouco de nós próprios àqueles que nos são próximos. Tudo o resto à parte, só por este Natal já valeu a pena termos trabalhado que nem uns lemmings obstinados para termos a casa nova pronta.

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Segunda-feira, 21 De Novembro,2011

Castanhada

- Queres que eu te descasque?

(...)

- Eu como devagar, mas não paro.

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Segunda-feira, 07 De Novembro,2011

Gremlin

- Não posso comer agora, senão transformo-me.

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Quarta-feira, 24 De Agosto,2011

Fui levar choques e ver pilinhas

As dores na mão esquerda levaram-me a um inesquecível exame chamado electromiografia, que consiste em, nada mais nada menos, do que dar “pequenos choques” nos nervos para ver a resposta dos músculos. Fui nervosa para o dito exame (ainda hoje não sei se a ortopedista estava a falar a sério quando me disse que não sabia o sítio onde davam os choques ou se tentava simplesmente não me assustar) e tratei logo de bombardear o médico com as minhas mariquices.

- Isto não dói, pois não? Avise-me quando me der os choques, sim? É que senão eu dou um salto aqui em cima da marquesa! E a parte das agulhas… olhe que eu não me dou bem com agulhas… caio para o lado!

Fui choramingando à medida que ele me ia metendo braçadeiras molhadas à volta do pulso, da mão e dos dedos, num crescendo de nervos. Quando o médico disse “Então aqui vai…”, senti apenas um pequeno formigueiro e pensei, desiludida, “Oh, só isto?!”.

Imediatamente a seguir, a mão começou aos saltos sozinha, como se fosse uma rã a fazer um sprint de duzentos metros. Eu esbugalhei os olhos, sem perceber se me doía ou não e depois… bem… depois foi o bom e o bonito.

O nervosismo (e os nervos) deram-me para a palhaçada e a cada choque que ele me dava eu respondia com um pulo com o corpo todo e desmanchava-me a rir. A mão parecia ter-se descolado do braço e andava por ali à desgarrada, aos pinotes. Quantos mais choques ele me dava, mais eu me ria.

- Inesquecível… como um concerto do Tony Carreira, dizia o médico.

E foi.

No fim, perguntei-lhe se, com tanta electricidade, eu podia trabalhar ao computador sem o avariar.

- Não convém, não… e também não deve beber água nem sumos, porque depois sai pelos buraquinhos da picada da agulha.

Alguns dias depois, aproveitando que o resultado oficial ainda era desconhecido e antes que me condenassem a algo parecido com a sentença que o Google já me deu (médico cruel, este...), fui pedalar com o marido. Uma determinada parte do percurso foi feita à beira mar, numa zona sem acesso pela estrada e que, convidando ao recato, costuma estar repleta de banhistas literalmente despidos de preconceitos. Apesar de sabermos o que nos esperava (volta não volta fazemos aquele trajecto), passar ali é sempre uma aventura.

O marido, mais treinado das pernas, ainda conseguiu aproveitar alguma coisa do passeio e de vez em quando lá se divertia a olhar discretamente para as movimentações estranhas que se passavam nas dunas. Eu, por outro lado, ia contando as conchas no chão enquanto me esforçava desesperadamente por não me despistar em frente a um pipi desnudado ou, pior ainda, a uma pilinha bamboleante.

Não pensem que eram pruridos devidos à inexistência de uma camuflagem cobrindo as zonas genitais, ali tão gloriosamente expostas ao sol. O meu caso era mais grave que isso – diria mesmo que era um problema de ameaça pública. Vejamos os factos:

1 - a maré estava alta e a areia pouco propícia ao pedalanço sem quedas;

2 - as pilinhas bamboleantes estavam presentes num número bastante elevado e espalhadas um pouco por todo o lado.

Ora se eu escorregasse, no desequilíbrio entre pedais, volante, capacete, braços e pernas, o mais certo era acabar por me tentar agarrar ao que estivesse mais à mão. E, convenhamos, agarrar-me assim, a seco, à pilinha alheia seria, no mínimo, chato (já para não dizer doloroso para o proprietário da mesma).

A ajudar tudo isto, a minha cabeça, por sua própria iniciativa, ia cantarolando “Ó mar, ó mar, ó mar / Ó mar dos tubarões / Ó mar, ó mar, ó mar / Que já me dás pelos… tornozelos”.

 

 

 

 

Lembrem-se que eu tinha levado choques e estava mentalmente perturbada.

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publicado por outrosdias às 18:04
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Quinta-feira, 26 De Maio,2011

Praia

Ontem molhei as mãos no mar e se mais tempo houvesse, teria lá deixado o meu corpo também. O céu manchava-se de flocos brancos, raiados a ouro sobre a linha do horizonte. Ao longe, tractores puxavam as esperanças de pescadores e de gaivotas. No ar dançavam sons de crianças e surfistas, embalados pelo cantar manso das ondas. Sob os meus pés, minúsculas conchas entrelaçavam-se com grãos de areia e traziam-me arrepios parecidos com a espuma branca das marés. À beirinha da água, o calor dos teus braços preenchia-me a pele e nos lábios saboreava as histórias que ainda temos por contar. Cheirava a sal, a barcos, a sonhos.

Ontem molhei as mãos no mar e foi quase perfeito.

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