Sexta-feira, 31 De Outubro,2008

Das mínimas às fusas

Amanhã vai ser um grande dia para os Amigos.

 

Nós vamos lá estar, para dar apoio.

 

Dizem que dá azar desejar "boa sorte". Que, em vez disso, se deve dizer, por exemplo, "parte uma perna".

 

Eu prefiro dizer:

 

- Quebrem muitas notas.

 

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publicado por outrosdias às 18:21
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Manual do forreta

Na Única do Expresso de dia 18 de Outubro (sim, eu sei que ando com as notícias um bocado atrasadas... é a vida), saiu um belíssimo manual do forreta com o qual concordo quase na sua totalidade e cujos conselhos descobri que sigo praticamente todos.

 

Ora atentem lá.

the x marks the day: ,
publicado por outrosdias às 16:02
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A net existe há dois dias

Num destes dias em que não fazia tanto frio como hoje, necessitei, para um dos maravilhosos e inúmeros processos burocráticos profundamente enraizados no nosso país, de uma certidão da Conservatória do Registo Predial.

Como qualquer comum e trabalhador cidadão, aproveitei um dos intervalos do almoço para me dirigir a tal espectacular serviço. O choque foi um pouco maior que ligeiro: deparei-me com uma sala cheia de utentes, um funcionário por cada senha, um outro ocupado com uma advogada cheia de papéis e uma velocidade média de atendimento de meia hora por pessoa. Na parede estava colado um bonito papel a pedir a compreensão para o facto de, à hora de almoço, aquele serviço estar com o pessoal reduzido.

Como não me apetecia ficar ali até ter fome para jantar, fui perguntar se o que precisava se podia pedir pela net.

- Ahhh.... errrrr.... Ainda não.

Suspiro. Ok. Ainda não. Suspiro.

Desisti e regressei no dia seguinte, logo pela manhã, ainda antes da hora de abertura. Não esmoreci com as três pessoas que já lá estavam encostadas à porta - afinal, o papel que lera trazia alguma esperança de que, no horário normal, o atendimento fosse mais rápido.

Não foi.

Novamente dois funcionários, um por cada senha. E a mesma meia hora por utente.

Esperei e desesperei de tal forma que nem me apeteceu sacar do livro que levei. Quando finalmente chegou a minha vez, vi-me a ser ultrapassada em grande estilo por uma senhora que se disse advogada. Já enraivecida com aquilo tudo, expliquei, muito calmamente, que estava com pressa e atrasada para o trabalho, ao que a funcionária me respondeu perguntando se eu também tinha prioridade.

(aparentemente, os senhores advogados podem passar livremente à frente seja de quem for nos serviços públicos)

Ainda pensei em empinar a barriga para fora e fazer-me passar por grávida, mas acabei por encolher os pneus e, como a funcionária era outra, voltei a perguntar se podia fazer o pedido pela net.

- Ahhh.... errrrr.... Ainda não.

(assim mesmo, igualzinho à colega do dia anterior)

Suspiro. Ok. Ainda não. Suspiro.

Desisti e fui pedir à Mãe para lá ir, nos intervalos da jardinagem, pintura, séries e jogos de cartas no computador.

A Mãe foi, esperou o que eu desesperei e saiu de lá com o papel da requisição e a indicação para regressar daí a dois dias.

- Sabe, eu gostava muito de lhe dar isto agora, mas não encontramos o processo...

Aquela frase prometia, mas a Mãe é resistente e, findo o prazo, voltou a interromper a jardinagem, pintura, visualização de séries e jogatina de cartas de computador e foi lá levantar a certidão. O processo já tinha sido encontrado e acabara por ser mais rápido do que o previsto. Aliás, tinha corrido tudo tão bem que a funcionária, muito simpaticamente, até disse:

- Sabe que pode pedir isto pela net?

 

 

Bom.

 

 

Bom.

 

 

Eu podia ficar levemente irritada com a situação. Ou sentir uns pequenos impulsos assassinos. O que me impede é o facto de, no fundo, compreender que, no fim de contas, a culpa acabou por ser minha. Eu devia ter suspeitado daqueles "Ahhh.... errrrr" iguaizinhos. Ou então ter feito umas googladas mais profunda (aí pela página 259) e umas pesquisas mais intensas no Portal do Cidadão (sim, essa pequena, pequeníssima maravilha). Acho que aí sim, ficaria (bem) servida.

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publicado por outrosdias às 14:45
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Quarta-feira, 29 De Outubro,2008

Fuck you. Fuck you. Fuck you. Fuck, fuck, fuck, fuck, fuck you. Fuck you.

Hoje servi de saco de pancada.

Devo dizer que não foi nada agradável.

Tive, inclusive, de me segurar ao tampo da mesa com as duas mãos para não fazer como o RAP no sketch do Berardo e dizer 452 vezes ao meu interlocutor:

 

- Fuck you.

 

 

 

E agora, com a vossa licença, vou ali nadar umas três horas seguidas para ver se a adrenalina me sai do corpo.

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publicado por outrosdias às 17:25
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Terça-feira, 28 De Outubro,2008

Corram a registar a patente, vá

Meio de transporte inovador e ecológico, inspirado num dia como o de hoje:

 

- vela de windsurf acoplada a um skate.

 

Sim, é genial.

Eu sei.

Eles também sabem:

 

 

E agora, com a vossa licença, vou ali buscar o meu estendal aos quintais dos vizinhos.

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publicado por outrosdias às 18:19
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Segunda-feira, 27 De Outubro,2008

(con)Fusos

Uma das pouquíssimas coisas que gosto no Outono/Inverno é o fim-de-semana em que nos oferecem mais uma hora.

 

É claro que depois detesto os "efeitos secundários", como o voltar para casa às escuras ou ter fome fora de horas.

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publicado por outrosdias às 18:06
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Quinta-feira, 23 De Outubro,2008

Só o Toni me compreende

Num dia em que o pente até consegue fazer o seu trabalho, ouço o marido e a mãe a perguntarem-me se tinha ido ao cabeleireiro.

 

Devo andar linda no dia-a-dia...

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publicado por outrosdias às 19:22
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Quarta-feira, 22 De Outubro,2008

Peixa

Ontem voltei para o meu jacuzzi semi-olímpico.

Os braços pesaram-me. O rabo flutuou sozinho. As pernas pareciam varas imóveis.

Caneco. Eu não era assim.

Quando me iniciei nas artes natatórias, aí pelos meus 9, 10 anos, detestei a coisa. Era sempre aos sábados, depois de um almoço de iscas com puré de batata. A piscina era-me enorme, funda, com água a mais. Sempre que entrava em estado de pré-afogamento, a monitora mandava-me fazer sorrisos amarelos e continuar a tentar. A mim só me apetecia chorar e fugir dali para fora (o que acabei por fazer).

Anos mais tarde, decidi que a água não iria ser mais forte do que eu e meti-me outra vez na natação. Aprendi a nadar como deve de ser, a controlar a respiração, a fazer apneia, a aperfeiçoar o meu sentido cinestésico. E fui passando de nível, passando de nível, passando de nível... até chegar ao ponto de o meu monitor me querer encaminhar para a competição. Na altura, estava no pico da minha relação com a mixórdia de H2O e Cl. Toda eu era água, cloro, braçadas, cambalhotas, viragens, metros e metros de estilos sem parar.

Mas não quis. Ou melhor, quis, mas, por causa da Faculdade, sabia que não tinha tempo.

Hoje, em que nado de forma mais ou menos contínua, já não tenho nem metade da pedalada dos meus tempos áureos. Fazer os 25 metros debaixo de água é motivo de festa para um mês inteiro.

Tenho pena de não conseguir mais.

Mas o que consigo sabe-me tão bem...

(e ontem reparei que as torneiras dos duches são da mesma marca que aquelas que queremos pôr na casa nova )

publicado por outrosdias às 15:04
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Terça-feira, 21 De Outubro,2008

Sair do sofá

Ao fim-de-semana, retiram-se as bicicletas do suporte de parede, almofadam-se os rabos o mais possível e sai-se de casa sobre duas rodas, imbuídos do mais puro desejo de fazer coisas saudáveis.

Este domingo foi assim. Estrada, mato, areia (mais um pé - calçado - encharcado em água salgada e conchas pequeninas metidas no meio dos dedos). Árvores dobradas pelo vento e nós a passar, pedalando. Pedras deitadas ao sol e nós a passar, pedalando. Pessoas em esplanadas servidas por refrescos, cafés e vista para o mar e nós a passar, pedalando.

No regresso, quase a atingir os vinte quilómetros pedalados e à beira de um colapso muscular, lembrei-me das árvores, das pedras e das pessoas nas esplanadas e perguntei:

- Tens a certeza que isto faz bem à saúde?

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publicado por outrosdias às 10:26
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Segunda-feira, 20 De Outubro,2008

Ideias luminosas às oito da noite

- Ainda aqui?!

- Não... isto é um halogé... um holograma, um holograma!

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publicado por outrosdias às 10:38
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